A ideia de que as mulheres brasileiras fiquem grávidas em taxas mais elevadas durante o carnaval é mito
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Saúde

A ideia de que as mulheres brasileiras fiquem grávidas em taxas mais elevadas durante o carnaval é mito

Em contrapartida há um aumento de 30% na venda de preservativos durante os dias de folia, e um aumento de 15% na venda de testes de gravidez depois do carnaval.

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Créditos da foto da notícia: Reprodução.

Segundo estudo da Universidade Federal de Fluminense, a ideia de que as mulheres brasileiras fiquem grávidas em taxas mais elevadas durante o carnaval é mito, assim como a promiscuidade neste período não é verdade. Em contrapartida há um aumento de 30% na venda de preservativos durante os dias de folia, e um aumento de 15% na venda de testes de gravidez depois do carnaval.

De acordo com o ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, autor do livro Parto Sem Medo, quem não está preparada para conceber um filho seja por questões financeiras ou psicológicas existem diversas opções de métodos contraceptivos não só para evitar uma gestação como prevenir doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo Guimarães, é necessário a busca de orientação médica para que seja utilizado o melhor método contraceptivo que se adeque ao organismo e necessidade da mulher.

Conheça alguns dos métodos e saiba se prevenir:

Preservativo masculino

É o método de barreira mais difundido no mundo. Consiste em um envoltório de látex que recobre o pênis durante o ato sexual. O esperma ejaculado pelo homem fica retido na camisinha, assim os espermatozoides não entram no corpo da (o) parceira (o).

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Preservativo feminino

É um método contraceptivo de barreira feito de plástico fino, macio e resistente com uma extremidade aberta e a outra fechada, contendo dois anéis flexíveis também de plástico. Ele age impedindo a entrada dos espermatozoides no corpo da mulher. Pode ser colocado na vagina imediatamente antes da penetração ou até oito horas antes da relação sexual. O produto já vem lubrificado e deve ser utilizado uma única vez.

Diafragma

É um método de uso feminino que consiste em uma capinha de silicone ou látex, macia e com aro de metal flexível. É colocada pela própria mulher no fundo da vagina para cobrir o colo do útero. Existem diafragmas de diversos tamanhos, sendo necessária a medição por um profissional de saúde treinado, para determinar o tamanho adequado a cada mulher. Pode ser usado junto com espermicida (produto capaz de matar os espermatozoides) para aumentar a eficácia.

O diafragma impede a entrada dos espermatozoides dentro do útero. Ele deve ser colocado em todas as relações sexuais, antes de qualquer contato entre o pênis e a vagina. Pode ser colocado em minutos ou horas antes da relação sexual, e só deve ser retirado de seis a oito horas após a última relação sexual, que é o tempo suficiente para que os espermatozoides que ficam na vagina morram. Após a retirada do diafragma, deve-se lavá-lo com água e sabão neutro, secá-lo bem e guardá-lo em um estojo próprio, em lugar seco e fresco, não expondo à luz solar. Pode ser fervido periodicamente para desinfecção. A vida média útil é de cerca de três anos, se observadas às recomendações.

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Implante subdérmico

São pequenas cápsulas ou hastes plásticas, cada uma do tamanho aproximado de um palito de fósforo, que liberam um hormônio semelhante ao produzido pelos ovários da mulher (progesterona). Um profissional devidamente treinado para este fim realiza um pequeno procedimento cirúrgico para inserir os implantes sob a pele do braço, acima do cotovelo da mulher.

Age inibindo a ovulação, aumentando o espessamento do muco cervical e diminuindo a capacidade dos espermatozoides de fecundarem o óvulo. O implante subdérmico possui ação prolongada, agindo por até três anos, com baixas doses de hormônio sendo liberados continuamente na corrente sanguínea, proporcionam o efeito anticoncepcional. Só deve ser utilizado por mulheres que não desejem menstruar, já que com o tempo suspende a menstruação.

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Anel vaginal

É um anel flexível e transparente que deverá ser colocado no canal vaginal de forma que o anel cubra todo o colo do útero. O anel deve ser retirado a cada três semanas, mas se ocorrer um esquecimento ele poderá permanecer no canal vaginal sem nenhum prejuízo até quatro semanas.

Ele apresenta o mecanismo de ação semelhante aos dos anticoncepcionais orais. Seu efeito contraceptivo mais importante é a inibição da ovulação, mas, também interfere no espessamento do muco cervical diminuindo a capacidade dos espermatozoides de fecundarem o óvulo.

Dispositivo intrauterino

São dispositivos de plástico flexível (polietileno) aos quais são adicionados cobre ou hormônios (levonorgestrel) que, inseridos no útero, exercem sua função de prevenir a gravidez. A escolha e a colocação do DIU (dispositivo intrauterino) no interior do útero devem ser feitas por um profissional de saúde treinado.

O DIU diminui a capacidade do espermatozoide de se movimentar dificultando seu acesso ao óvulo e também interfere nas características do muco cervical e no endométrio, dificultando a implantação de um possível óvulo fecundado. Deve ser introduzido de preferência no período menstrual, quando o colo uterino está mais aberto e também para garantir a ausência de gravidez.

Fonte: O Sul

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