A família de Marielle Franco pede que o ministro Sérgio Moro se afaste da investigação sobre a morte da vereadora – Porto Alegre 24 Horas
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A família de Marielle Franco pede que o ministro Sérgio Moro se afaste da investigação sobre a morte da vereadora

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Foto: Reprodução

A família da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada no Rio de Janeiro em março do ano passado, divulgou uma nota nesse sábado na qual afirma discordar da postura do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que passou a defender a federalização das investigações sobre o crime.

“O Ministério Público do Estado obteve avanços importantes e por isso somos favoráveis a que a instituição permaneça responsável pela elucidação caso”, ressalta o texto. Ainda segundo a nota, o ex-juiz sempre demonstrou pouco interesse pela investigação da execução de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes:

“Somente após a menção ao presidente Jair Bolsonaro no inquérito é que o ministro começou a se declarar publicamente a favor da federalização. Acreditamos que Sérgio Moro contribuirá muito mais se ele permanecer afastado das apurações”. Eles se referiam a uma declaração feita pelo ministro na sexta-feira, durante evento em Curitiba (PR): “Talvez seja o caso de federalizar a investigação do crime contra a vereadora Marielle Franco”.

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A mensagem é assinada por Marinete e Antônio da Silva, respectivamente mãe e pai de Marielle, junto com a irmã Anielle Franco e a viúva da vereadora, além do deputado federal Marcelo Freixo, que era correligionário e amigo da parlamentar.

Justiça

A terceira seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) deve analisar até o mês que vem o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que as investigações do assassinato da vereadora e de seu motorista sejam federalizadas. De acordo com fontes ligadas ao Judiciário, a tendência é de aprovação.

Caso esse hipótese se confirme, o caso passará a ser conduzido pela Justiça Federal e as investigações seriam assumidas pela PF (Polícia Federal), vinculada à pasta da Justiça e Segurança Pública, comandada por Moro. A Polícia Civil e a Justiça do Rio de Janeiro ficariam de fora.

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Bolsonaro

Uma reportagem veiculada na última terça-feira pelo “Jornal Nacional”, da Rede Globo, mencionou o nome do presidente Jair Bolsonaro na investigação do caso Marielle Franco. Segundo a matéria, a Polícia Civil fluminense teve acesso ao caderno de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste do Rio, onde têm casa o presidente e o ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de fazer os disparos que atingiram a vereadora do Psol.

Conforme as informações divulgadas pela matéria, no dia 14 de março do ano passado, poucas horas antes da execução da vereadora, o ex-policial militar Élcio de Queiroz, também suspeito de envolvimento no crime, teria anunciado ao porteiro do condomínio que iria visitar o então deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro, mas acabou indo até a casa de Lessa. Bolsonaro estava em Brasília na ocasião e registrou a sua presença em duas sessões na Câmara dos Deputados.

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Em entrevista coletiva no dia seguinte à exibição da reportagem, a procuradora do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) Simone Sibilio, chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), anunciou que o porteiro que envolveu o nome de Bolsonaro no caso mentiu ao depor à Polícia Civil. De acordo com ela, quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no condomínio do presidente foi Ronnie Lessa.

O Sul

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