A 64ª Feira do Livro de Porto Alegre encerra neste domingo – Porto Alegre 24 Horas
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Cultura

A 64ª Feira do Livro de Porto Alegre encerra neste domingo

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Créditos da foto da notícia: Foto: Ricardo Giusti.

Sobre a sabedoria dos livros, Mario Quintana escreveu: “Não penses compreender a vida nos autores / Nenhum disto é capaz./ Mas, à medida que vivendo fores,/ Melhor os compreenderás.” É a partir dos livros que conhecemos sobre mundo possíveis, aprendemos e entendemos um pouco da natureza humana. No seu 18° dia, nos despedimos neste domingo da festa que tem o livro e os leitores no centro das atenções.

O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), Isatir Bottin Filho, afirma estar “extremamente satisfeito” com esta 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, a primeira com ele à frente. “Apesar da crise financeira, os números nos deixam muito estimulados para preparar a próxima edição”, assegura. As primeiras estimativas apontam crescimento de 9% em relação às vendas do ano passado. Os números finais serão divulgados nesta segunda-feira.

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Ele destaca um personagem que se fez presente em quase todo o período da feira, o sol. “Choveu apenas dois dias”, comemora. A acessibilidade foi uma aposta da edição, com serviços como empréstimo de cadeiras de rodas, intérprete de libras, visitas guiadas para pessoas com deficiência visual e mapeamento de vagas de estacionamento. “Buscamos qualificar e acolher melhor o público visitante”, disse.




O estande da Belas Letras, vencedor na área geral do 1° Prêmio Jacarandá, concedido pelo Correio do Povo e CRL, conta com acesso para cadeirantes. Responsável pela banca, Alessandra Iob afirma que a ideia segue os objetivos da editora, de ser acessível aos clientes de forma a “criar vínculo” com eles. A editora comemorou dez anos nesta edição e tem a Feira como um dos principais eventos.

Um dos objetivos desta edição foi estar em consonância com temas atuais, como o feminismo, de forma a fomentar discussões a partir das leituras. A Dublinense, participando pela terceira vez da Feira do Livro, foi uma das editoras a apresentar um catálogo que dialoga com discussões contemporâneas.

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“E teve maior engajamento do público”, acredita o editor da Dublinense, Rodrigo Rosp. A fala ganha eco na estimativa de crescimento: 50% em relação às vendas no ano passado. A editora conta com uma linha de literatura portuguesa e aposta também em autoras africanas e em novos escritores.

Pode parecer que tudo se repete a cada ano, a montagem das bancas, a venda dos livros, as sessões de autógrafos, mas não. “A rotina é a mesma, mas a cada edição é diferente”, afirma Nóia Kern, responsável pelo Balcão de Informações da Feira.




Ela conta que o balcão “ajuda os leitores a encontrar livros, mas a feira não tem tudo”, admite. A cada ano são novas demandas, muitas vezes, de velhos conhecidos. Neste ano uma senhora chegou ao balcão e perguntou: “Onde estão os mancebos?” O que seriam os mancebos, perguntou Nóia à senhora, que respondeu: “Os que vendem livros usados”.

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O balcão “é o lugar mais difícil de trabalhar”. Talvez seja a razão pela qual ela levou o prêmio destaque especial do prêmio Jacarandá. “Eu amo fazer o que eu faço porque eu gosto de livro e gosto de ajudar as pessoas a encontrar esse objeto maravilhoso”, declara.

A despedida temporária é sentida não apenas naqueles que trabalham, mas também pelos leitores. O casal Bruna e Marcos aproveitou o feriadão para procurar obras, “especialmente de psicologia”, destaca Bruna, por ser a sua área de atuação. Já Alana disse que visita a Praça da Alfândega todos os anos em novembro e o que ela gosta é descobrir obras enquanto passa pelas bancas. (Juliana Lisboa | Correio do Povo)

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